quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Pausa para REFLEXÃO !

UM SÉCULO DE HIPOCRISIA
17.12, 15h47

por Rodrigo Constantino

"É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de
esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três
coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência
de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa
adúltera com a Coca-Cola..." (Roberto Campos)

O arquiteto Oscar Niemeyer completou um século de vida sob grande reverência da mídia. Ele foi tratado como "gênio" e um "orgulho nacional", respeitado no mundo todo. Não vem ao caso julgar suas obras em si, em primeiro lugar porque não sou arquiteto e não seria capaz de fazer uma análise técnica, e em segundo lugar porque isso é irrelevante para o que pretendo aqui tratar.
Entendo perfeitamente que podemos separar as obras do seu autor, e julgá-los independentemente. Alguém pode detestar a pessoa em si, mas respeitar seu trabalho. O problema é que vejo justamente uma grande confusão no caso de Niemeyer e tantos outros "artistas e intelectuais". O que acaba sendo
admirado, quando não idolatrado, é a própria pessoa. E, enquanto figura
humana, não há nada admirável num sujeito que defendeu o comunismo a vida inteira.
Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. Seus inúmeros
trabalhos realizados para governos, principalmente o de JK, lhe renderam uma bela fortuna. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem bem rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o
regime comunista, a "igualdade" material entre todos. Não consta nas minhas
informações que ele tenha doado sua fortuna para os pobres. Enquanto isso, o capitalista "egoísta" Bill Gates já doou vários bilhões à caridade. Além
disso, a "igualdade" pregada por Niemeyer é aquela existente em Cuba, cuja
ditadura cruel o arquiteto até hoje defende. Gostaria de entender como
alguém que defende Fidel Castro, o maior genocida da América Latina, pode
ser uma figura respeitável enquanto ser humano. São coisas completamente
contraditórias e impossíveis de se conciliar. Mostre-me alguém que admira
Fidel Castro e eu lhe garanto se tratar ou de um perfeito idiota ou de um
grande safado. E vamos combinar que a ignorância é cada vez menos possível
como desculpa para defender algo tão nefasto como o regime cubano, restando apenas a opção da falta de caráter mesmo. Ainda mais no caso de Niemeyer.
Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista
da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários.
Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para
400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha.
Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe. Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos. A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas: "No meu dicionário, 'socialista' é o cara que alardeia intenções e dispensa
resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade
social, mas se considera mais igual que os outros".
Aquelas pessoas que realmente são admiráveis, como tantos empresários que
criam riqueza através de inovações que beneficiam as massas, acabam vítima
da inveja esquerdista. O sujeito que ficou rico porque montou um negócio,
gerou empregos e criou valor para o mercado, reconhecido através de trocas
voluntárias, é tachado de "egoísta", "insensível" ou mesmo "explorador" por
aqueles mordidos pela mosca marxista. Mas quando o ricaço é algum hipócrita que prega aos quatro ventos as "maravilhas" do socialismo, vivendo no maior luxo que apenas o capitalismo pode propiciar, então ele é ovacionado por uma legião de perfeitos idiotas, de preferência se boa parte de sua fortuna for fruto de relações simbióticas com o governo. Em resumo, os esquerdistas costumam invejar aquele que deveria ser admirado, e admirar aquele que deveria ser execrado. É muita inversão de valores!
Recentemente, mais três cubanos fugiram da ilha-presídio de Fidel Castro.
Eles eram artistas, como o cantor Chico Buarque, por exemplo. Aproveitaram a oportunidade e abandonaram o "paraíso" comunista, que faz até o Brasil
parecer um lugar decente. Eu gostaria de aproveitar a ocasião para fazer uma
proposta: trocar esses três "fugitivos" que buscam a liberdade por Oscar
Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Verissimo, três adorados artistas
brasileiros, defensores do modelo cubano. Claro que não seria uma troca
compulsória, pois estas coisas autoritárias eu deixo com os comunistas, que
abominam a liberdade individual. A proposta é uma sugestão, na verdade. Acho que esses três comunistas mostrariam ao mundo que colocam suas ações onde estão suas palavras, provando que realmente admiram Cuba. Verissimo recentemente chegou a escrever um artigo defendendo Zapata e Che Guevara.
Não seria maravilhoso ele demonstrar a todos como de fato adora o resultado
dos ideais dessas pitorescas figuras?
Enfim, Niemeyer completa cem anos de vida. Um centenário defendendo
atrocidades, com incrível incapacidade de mudar as crenças diante dos fatos.
O que alguém como Niemeyer tem para ser admirado, enquanto pessoa? Os
"heróis" dos brasileiros me dão calafrios! Eu só lamento, nessas horas, não
acreditar em inferno. Creio que nada seria mais justo para um Niemeyer
quando batesse as botas do que ter de viver eternamente num lugar como Cuba, a visão perfeita de um inferno, muito mais que a de Dante. E claro, sem ser amigo do diabo, pois uma coisa é viver em Cuba fazendo parte da nomenklatura de Fidel, com direito a casas luxuosas e Mercedes na garagem, e outra completamente diferente é ser um pobre coitado qualquer lá. Acredito que esse seria um castigo merecido para este defensor de Cuba, que completa um século de hipocrisia sendo idolatrado pelos idiotas.


....

É, idiotas...

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